
Eu nunca tinha ouvido falar da Blanes. Nem da Costa Brava. Você já? Mas, quando me mudei para Barcelona, o que mais ouvi foi: você tem que ir à Costa Brava no verão. Confesso que desde o início fiquei curiosa para saber o porquê de tanta propaganda em volta de um lugar, mas agora entendo melhor.
Localizada a cerca de uma hora e meia de Barcelona por transporte público — com ônibus diretos saindo da Estació del Nord ou a combinação de trem (R1 da Rodalies) e ônibus saindo ao longo de todo o dia —, a viagem de ida normalmente é fácil e agradável (já a de volta… hahaha). Se fizerem como eu: cheguei à estação de ônibus da cidade por volta de meio-dia e, de lá, foi uma caminhada de 35 minutos (ladeira acima, mas que ladeira linda!) para poder chegar à praia que eu gostaria: Cala Sant Francesc (também conhecida como Cala Bona).
A praia do centro da cidade é bonita, sim, mas não é a mais atrativa porque, simplesmente, não corresponde às fotos lindas da Costa Brava que vemos por aí na internet. A cor é ligeiramente mais esverdeada, mas ainda assim muito parecida com Barcelona. *Olha só para mim menosprezando águas esmeraldas só porque estou prestes a ver algo mais arrebatador.*

Depois da caminhada pela orla, indo em direção ao cabo, o morro que nos possibilita chegar lá andando, há escadas e algumas vistas CÊNICAS da cidade, simplesmente lindíssimas, onde dá para ver os contornos das cordilheiras dos Pré-Pireneus, o Mediterrâneo e a cidade inteira de Blanes, que é minúscula. Principalmente no trajeto de volta da praia.
Finalmente, comecei a descer o morro. Passei pelo Jardim Botânico Marimurtra, mas fica aí a dica porque todos dizem que é simplesmente incrível. Da próxima eu prometo que vou! Eu estava de olho na praia, 34 graus, morro acima e uma pessoa desidratada que só quer entrar no mar e se refrescar.
Dando voltinhas nas charmosas casas do penhasco, pegamos uma pequena trilha, mas não sem antes ter uma vista de encantar da praia. E lá está ele: o famoso mar esmeralda da Costa Brava, a areia dourada, as falésias e as árvores de um verde intenso. Lindíssimo.
A água tem a temperatura certa para mim: não gelada, nem quente, certa para o verão espanhol. A areia é um pouco grossa, o que pode ser desconfortável, mas não tão desconfortável quanto quando queremos ir embora da praia e a areia fina insiste em ficar grudada no corpo inteiro, principalmente no pé. Então, ela está ótima.
De volta à cidade depois de 7 horas sem fazer nada na praia, apenas existindo e sendo feliz. Uma volta rápida pelo centro de Blanes é suficiente para me apaixonar e dizer “eu moraria aqui” (mesmo que por 1 semana): vibe praiana, capelinhas, morros fofos e casas extremamente confortáveis de se olhar.

Claro que quase perdi o último trem de volta para Barcelona e tive que andar mais de uma hora para chegar à estação, então sinto que a cidade não é tão estruturada para receber milhões de turistas passantes, é apenas uma vila com espetaculares vistas e recantos reservados para os mais “locais”, que mesmo assim enchem bastante o lugar.
Dica: Prepare a sua volta! 🙂
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